Setembro 27 2007

      

 

             O barulho das pessoas à nossa volta, falam de tudo, não falam de nada. Fingimos conversas com os nossos amigos, conversas despropositadas, um "fazer conversa" que eles logo notam não ser espontâneo, mas sim artificial, falso. Um "fazer conversa" na tentativa de esquecermos o que nos incomoda de facto, o cerne da questão. Uma tentativa, nada mais que isso. Ninguém nota a nossa frieza, porque nunca ninguém imaginou o que nós vivemos (Será que estou a ver mal as coisas? Será que nunca vivemos nada? Será nada mesmo?), o que nós passamos juntos, as minhas confissões perante ti, as noites sem dormir a pensar em ti, as “respostas tortas” ás pessoas de quem gosto e que não têm culpa de nada.

                O que dizemos na vida é sempre tão pouco. Será que as pessoas não percebem que o importante é exactamente o que não se diz? Quanto mais intensos são os nossos sentimentos e emoções, maior o bloqueio em exprimi-los, é uma espécie de associação directa entre as nossas emoções e a sua manifestação.
                Os amigos que frequentemente notam em mim algo de novo (será uma outra pessoa o Simão?), pessoas de quem gosto realmente que acabam magoadas comigo, só porque uma pessoa que foi das mais importantes para mim me traír na confiança, me fazer um truque magistral (um gesto táctico excelente, parabéns!... nem Estaline fez melhor a Hitler), uma humilhação perante mim (estou-me a borrifar para as humilhações perante os outros… não há maior humilhação do que aquela que é feita perante nós mesmos, temos vergonha de nós, nojo de nós, medo de nós… uma sensação inexplicável); com sorte ninguém sabe de nada, com sorte ainda tudo isto passa, esta dor passa, possamos ser duas pessoas independentes e que consigamos dizer “boa tarde” sem qualquer tipo de impedimento de maior ordem.
                A conversa com os amigos está interessantíssima:
 
                - Simão, estou a ler um livro do Moita Flores… pah, muito bom, tens que ler!
                -Hei-de ver isso…
                -E tu rapaz, o que andas a ler?
                -Eu? Ando a ler um livro do Francisco José Viegas… “longe de Manaus”, já ouviste falar?
                - Conheço o autor e o livro, mas não li…
 
                Quando, diga-se de passagem, não estou a ler livro nenhum neste momento, simplesmente porque não tenho cabeça para isso, não tenho cabeça para suportar a dureza que é ler um romance, preciso de ter estômago para uma coisa dessas (acho piada ás pessoas que vêm na literatura uma forma de descontraírem…), preciso de ter resolvidos todos os meus problemas para me poder entregar de corpo e alma a um romance como deve ser, não um romance de merda, quero um romance que me deixe colado ás folhas (da primeira à última…). Tenho saudades de quando lia romances a fio, com uma voracidade que me impressionava.
                Afinal, tenho saudades de tanta coisa que nem vale a pensa mencionar, porque tal como vos disse, o importante é aquilo que não dizemos. Saudades de ver-te a olhar para mim como deve ser, como sempre olhas-te (pelo menos deixa-me acreditar que nunca me olhas-te da maneira como olhavas os outros…), saudades de ser teu e tu seres minha, definitivamente minha (não me venhas com "lugares" no coração… compreendo isso mas é doloroso pensar dessa forma. Quero pensar, apesar de saber que não é assim, que só temos um único lugar no coração e quero estar no teu. Será que é pedir muito?)
                A conversa continua. Risos nas conversas que estabelecemos com os nossos amigos. Alegria nos nossos amigos, não em mim. Em psicologia aprende-se que temos uma atenção focal e distal. Eu tinha nesse momento esta última mais apurada que a outra. A sensação esquisita que sentimos quando somos traídos, quando sentimos que fomos enganados este tempo todo, que tudo não passou de uma ilusão (seria mesmo uma ilusão tudo isto?), que de facto não vale a pena insistir mais, não vale de nada insistir porque ganhei medo de ti, medo que me voltes a fazer o que fizeste e que me obrigues, novamente, a ficar mal comigo mesmo. Enquanto isso as pessoas falam, continuam a falar (porque não deveriam falar elas? Não sabem de nada, nem tem nada que saber…), continuam a conversar entre si, a conversar comigo. Será conversa isto que estabeleço com elas: certo que conversa elas para mim, enquanto eu finjo ouvir tudo o que me dizem, tento repetir as últimas palavras que elas dizem (na tentativa que elas nunca se apercebam que eu não estou de facto a ouvi-las). Enquanto isso, penso nos momentos que vivi contigo, no café onde íamos quase clandestinamente (que adrenalina!!! Confesso que tenho saudades…), nos passeios que demos, nas conversas que tivemos, nas nossas discussões saudáveis e claro está… na poça de sangue que jaz no chão devido ao punhal afiado que me espetaste no coração.
publicado por Simao_psi às 17:56

olá simão!!!
ja percebi q as coisas n estao bem ctg... e fico triste por o saber pq cm tu sabes eu simpatizo mt ctg e n gosto de saber q tas assim...
anima-te rapaz !!!! segue em frente!!!
eu sei por experiencia propria o q e tudo o q tu descreves-te pq eu ja senti algo pararecido a dor n passa c duas tretas doi durante mt tempo.
mas temos q perceber q a vida continua q somos novos e q ha mt mundo la fora para explorar!!!
vive a vida!!!
e como diz a cristina
"AMA!!! VIVE!!! APRENDE!!!"
acho q isto diz tudo
bjs mt fofos
Sara
Sara Beatriz a 28 de Setembro de 2007 às 20:04

eu nao falo mais ctg!!! tu nao prestas atençao kd falamos para ti!!! eu vi logo nem gozou connosco pk o FCP perdeu com o Fatima lol mas eu até te compreendo, falar de um livro k se xama "A fúria das vinhas" tb eu despaxava logo o paleio loool
falando de coisas realmente com interesse, vamos jogar PES segunda feira? lol
anonimo das emoçoes a 28 de Setembro de 2007 às 21:41

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